Quadrilha aplicava golpe do falso consórcio e movimentava R$ 1 milhão por mês, diz Polícia Civil

Segundo as investigações, o grupo atuava principalmente nos estados de Mato Grosso, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Amapá e Santa Catarina.


Por Rota Araguaia em 01/09/2025 às 14:58 hs

Quadrilha aplicava golpe do falso consórcio e movimentava R$ 1 milhão por mês, diz Polícia Civil
Reprodução

Redação

Um grupo criminoso, formado por membros de uma mesma família, é suspeito de aplicar golpes contra pessoas interessadas em comprar imóveis e fazer vítimas em diversos estados do país. Segundo a Polícia Civil, a quadrilha atuava principalmente em Mato Grosso, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Amapá e Santa Catarina, chegando a movimentar cerca de R$ 1 milhão por mês.

Apontado como o falso corretor, Lucas Gabriel Uliano foi preso. Já sua ex-mulher, Ayla Tamires Soares Cruz, o irmão, Claudiomiro Uliano Júnior, e a esposa dele, Juliane Vitória Cruz Braga, estão foragidos.

De acordo com as investigações, o grupo utilizava nomes de empresas consolidadas no mercado para aplicar o chamado “golpe do falso consórcio”. As vítimas eram atraídas por anúncios falsos na internet, assinavam contratos e entregavam quantias em dinheiro como suposta entrada de um financiamento.

Em Cuiabá, mais de 100 pessoas relataram prejuízos. Os criminosos alugavam salas comerciais para simular uma estrutura de representantes da Caixa Econômica Federal e de outras empresas conhecidas.

“Juntei nove mil reais achando que estava financiando uma casa… mas era um golpe. Foi muito doloroso perder tudo assim”, contou a técnica de enfermagem Gonçalina de Andrade, uma das vítimas.

O delegado Rogério Ferreira explicou que os criminosos chegavam a contratar consórcios em nome das vítimas, sem que elas soubessem. “O jurídico da Caixa já informou que essas empresas nunca foram representantes, nunca possuíram vínculo com a instituição, e classificou a ação como parasitária”, afirmou.

Após receber os valores, o grupo seguia iludindo os clientes, dizendo que os imóveis já haviam sido vendidos, mas que o dinheiro seria liberado em até 90 dias.

 

A Polícia Civil informou ainda que o advogado de defesa dos foragidos abandonou o caso e que, até o momento, não há um novo representante legal. As investigações continuam para localizar e prender os demais envolvidos.



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